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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Quem não andou em promiscuidade com seus fantasmas e abismos está condenado a viver em sonho coletivo, capturado pelo cotidiano jamais pressentirá a estranheza da vida, pois o Absurdo é a faísca do atrito entre a alteridade de dois mundos: apenas se afogando nas próprias correntezas se poderá olhar para os outros com espanto, admirando-se de existir e de permanecer existindo, no entretempo de duas noites. É preciso se deixar levar...e que as mãos próximas sirvam de carinho...afago para a pele...que passa: nunca de galho a que se agarre. É preciso ser Ofélia: se ofelizar.
Curitiba não tem mar, razão pela qual me flagro constantemente frente à piscininha retangular da praça do Paço observando a água suja jorrar da fonte d'água. Barulho bom.
Contemplação provinciana.
Cidade tímida, sem céu, sem mar, sem estrelas, encerrada em si mesma.

"Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?
- O que eu vejo é o beco."