
Ao contrário do que se repete, essa tela não parece ter a ver com a consumação amorosa de dois apaixonados.
Reparem que ela o abraça, mas com os dedos fechados.
Ele a beija, mas ela vira o rosto enquanto sua mão esquerda gentilmente afasta a mão masculina.
Isto é, ela o aceita...mas não se entrega.
Se por um lado essa recusa deve incitar o desejo masculino, por outro a pergunta sobre "o que deseja esta mulher?" se impõe.
Por fim, há um imenso abismo atrás deles e os pés prestes a ceder dão a entender que há perigo no se entregar.
Tendo sido concebida na mesma sociedade vienense que deu origem à obra de Freud é, enfim, uma imagem pertubadora e histérica.
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